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  • O que analisar além do preço ao comprar carne bovina

    Rua Major Eustáquio, 76, Sala 601 — Centro — Uberaba/MG (34) 99298-6595 • contato@ateqi.com.br
    COMPRAS • CARNE BOVINA

    O que analisar além do preço ao comprar carne bovina

    O preço por quilo é importante, mas ele não conta sozinho toda a história de uma compra. Rendimento, giro, perdas e resultado comercial também merecem atenção.

    Compras Carne bovina Rentabilidade

    Quando dois fornecedores apresentam preços diferentes, a comparação mais rápida costuma ser feita pelo valor do quilo. Esse número é importante, mas uma compra aparentemente mais barata pode não ser a mais rentável depois que a mercadoria entra na operação.

    Preço de compra é importante

    Não existe motivo para ignorar o preço. Ele influencia diretamente o custo da mercadoria e, consequentemente, a margem disponível para o estabelecimento.

    O problema está em transformar o preço no único indicador utilizado para decidir uma compra.

    O preço mostra quanto custa comprar. O resultado mostra o que aquela compra conseguiu gerar para o negócio.

    O que mais deve entrar na análise?

    01

    Rendimento

    Quanto da mercadoria recebida se transforma em aproveitamento comercial dentro da operação.

    02

    Aproveitamento

    Quais produtos e possibilidades de comercialização são obtidos a partir da mercadoria.

    03

    Perdas

    Quanto do valor comprado deixa de gerar retorno comercial para o estabelecimento.

    04

    Giro

    Quanto tempo a mercadoria leva para se transformar novamente em venda e caixa.

    05

    Margem

    Qual diferença existe entre o custo e a receita gerada pela venda.

    06

    Resultado total

    O efeito da compra considerando custo, receita, aproveitamento, perdas e margem.

    1. Analise o rendimento

    Esse ponto ganha ainda mais importância quando o estabelecimento compra carne bovina no osso.

    O preço é conhecido no momento da compra. Já o rendimento aparece com mais clareza quando a mercadoria é processada.

    Para começar a medir, registre:

    • peso recebido;
    • custo total da compra;
    • principais aproveitamentos obtidos;
    • peso de cada grupo de saída;
    • eventuais perdas.

    Repetindo esse processo, torna-se possível comparar diferentes lotes utilizando dados da própria operação.

    2. Observe o aproveitamento comercial

    O peso sozinho também não explica tudo.

    O empresário precisa observar o valor comercial dos produtos que surgem depois do processamento.

    Dois lotes podem apresentar resultados diferentes mesmo quando o peso final aproveitado parece semelhante.

    Isso acontece porque a composição dos produtos gerados também influencia a receita potencial.

    3. Acompanhe as perdas

    Perda significa dinheiro que entrou como custo e não conseguiu retornar integralmente através da venda.

    Ela pode acontecer em diferentes momentos da operação.

    Por isso, quando o nível de perda aumenta, vale investigar o que mudou.

    O problema pode estar relacionado à compra, processamento, armazenamento, exposição, giro ou outros fatores operacionais.

    4. Considere o giro do estoque

    Uma mercadoria pode apresentar uma boa margem percentual e ainda assim permanecer tempo demais no estoque.

    Enquanto isso, parte do dinheiro da empresa permanece imobilizada naquela mercadoria.

    Por isso, a velocidade com que o estoque se transforma novamente em venda também merece atenção.

    Margem e giro precisam ser observados juntos. Um produto rentável que não gira pode exigir mais capital e espaço do negócio.

    5. Analise a margem em reais e em percentual

    Olhar apenas para a margem percentual também pode levar a conclusões incompletas.

    Um produto pode apresentar margem percentual elevada, mas possuir volume pequeno de vendas.

    Outro pode trabalhar com percentual menor e gerar uma contribuição maior em reais devido ao volume.

    Uma análise mais completa observa os dois.

    • qual é a margem percentual?
    • quanto essa margem representa em reais?
    • qual é o volume vendido?
    • qual é a velocidade de giro?

    6. Compare o resultado total da compra

    É aqui que os diferentes indicadores começam a fazer sentido juntos.

    Imagine dois fornecedores:

    Fornecedor A

    Apresenta o menor preço por quilo, mas historicamente o estabelecimento observa menor aproveitamento e resultado comercial inferior.

    Fornecedor B

    Possui preço de entrada um pouco maior, mas os lotes analisados pelo estabelecimento apresentam melhor aproveitamento e maior resultado final.

    Nesse cenário hipotético, escolher apenas pelo menor preço poderia levar à decisão errada.

    É importante destacar que essa comparação precisa ser construída com dados reais de cada estabelecimento.

    Crie um histórico das compras

    Quanto mais compras forem registradas, mais interessante se torna a comparação.

    Uma planilha simples pode registrar:

    • data;
    • fornecedor;
    • mercadoria;
    • peso recebido;
    • preço por quilo;
    • custo total;
    • rendimento;
    • perdas;
    • receita gerada;
    • margem em reais;
    • margem percentual;
    • observações sobre o lote.

    O histórico reduz a dependência de impressões e ajuda a transformar a experiência diária em informação de gestão.

    Comprar barato e vender mal não é uma boa compra

    O objetivo de uma empresa não é simplesmente pagar o menor preço possível.

    O objetivo é transformar a compra em resultado.

    Uma análise mais completa conecta:

    Compra → Rendimento → Aproveitamento → Venda → Margem → Giro → Resultado

    Quanto melhor o empresário consegue acompanhar essa cadeia, mais informação possui para negociar, comparar fornecedores e decidir suas próximas compras.

    O preço continua importante — mas agora dentro de contexto

    O objetivo não é diminuir a importância do preço.

    Pelo contrário: é entender o preço dentro de uma análise econômica maior.

    Um bom comprador não precisa escolher entre olhar preço ou rendimento. Ele pode acompanhar ambos e entender como cada variável afeta o resultado da empresa.

    ATEQI • FORNECIMENTO COMERCIAL

    Seu estabelecimento compra carne bovina no osso?

    A Ateqi atua no fornecimento de carne bovina no osso, com gado próprio e confinamento próprio, para clientes comerciais em regiões atendidas de Minas Gerais e São Paulo.

    Se você já trabalha com outro fornecedor, podemos começar apenas com uma conversa e um pré-cadastro comercial, sem compromisso e sem custo.

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    © 2026 Ateqi. Todos os direitos reservados. CNPJ 41.199.541/0001-78
  • Como escolher um fornecedor de carne para seu estabelecimento

    Rua Major Eustáquio, 76, Sala 601 — Centro — Uberaba/MG (34) 99298-6595 • contato@ateqi.com.br
    COMPRAS

    Como escolher um fornecedor de carne para seu estabelecimento

    Preço é importante, mas não deveria ser o único critério. Rendimento, regularidade, atendimento e resultado da mercadoria também podem influenciar a decisão de compra.

    Compras Fornecedores Gestão

    Escolher um fornecedor de carne é uma decisão que pode influenciar diretamente a operação de um açougue, mercado ou supermercado. O menor preço de entrada pode ser atraente, mas a análise precisa continuar depois dele.

    O fornecedor participa do resultado do seu negócio

    A mercadoria comprada será processada, exposta e vendida aos clientes do estabelecimento.

    Portanto, diferenças entre compras podem afetar rendimento, aproveitamento, formação dos preços, disponibilidade de mercadoria e, no fim, o resultado financeiro.

    A melhor compra não é necessariamente aquela com o menor preço por quilo. É aquela que faz sentido quando analisada dentro da operação do estabelecimento.

    O que analisar em um fornecedor?

    01

    Preço

    O custo de entrada é importante e precisa ser comparado, mas não deve encerrar a análise.

    02

    Rendimento

    Observe quanto a mercadoria efetivamente entrega depois do processamento.

    03

    Aproveitamento

    Analise os diferentes produtos e saídas comerciais gerados pela mercadoria recebida.

    04

    Padronização

    A consistência entre compras facilita planejamento e comparação dos resultados.

    05

    Atendimento

    Comunicação clara e acesso ao comercial também fazem parte da relação entre comprador e fornecedor.

    06

    Região atendida

    Verifique se a operação do fornecedor atende a localização e a necessidade do estabelecimento.

    Comece pelo preço, mas não pare nele

    O preço por quilo é uma informação objetiva e fácil de comparar. Por isso, normalmente recebe muita atenção durante uma negociação.

    O problema surge quando ele é tratado como se resumisse sozinho toda a qualidade econômica da compra.

    Na carne bovina no osso, por exemplo, o estabelecimento ainda precisa transformar a mercadoria recebida em produtos comercializáveis.

    Isso significa que o rendimento obtido posteriormente pode alterar a percepção sobre o preço inicialmente pago.

    Compare o rendimento dos lotes

    Se o estabelecimento trabalha com carne no osso, registrar o resultado da desossa pode fornecer informações valiosas.

    Para isso, é possível acompanhar:

    • peso recebido;
    • custo total da compra;
    • peso dos principais aproveitamentos;
    • perdas;
    • valor comercial gerado;
    • resultado final do lote.

    Conforme novas compras são registradas, surge um histórico que permite comparar fornecedores com base no desempenho real dentro do próprio estabelecimento.

    Padronização facilita a operação

    Variações muito grandes entre compras podem dificultar planejamento e análise.

    Quando existe maior consistência, o empresário consegue comparar resultados com mais facilidade e entender melhor o comportamento da mercadoria.

    Isso não significa esperar que toda compra seja exatamente igual. Produtos de origem animal possuem variações naturais.

    O importante é criar critérios que permitam avaliar o desempenho ao longo do tempo.

    Atendimento comercial também importa

    A relação com um fornecedor não acontece somente no momento de fechar o preço.

    O estabelecimento pode precisar consultar disponibilidade, alinhar uma compra, esclarecer condições comerciais ou conversar sobre uma necessidade específica.

    Por isso, considere também a facilidade de comunicação e o relacionamento comercial.

    Observe a área de atendimento

    Antes de avançar em uma negociação, confirme se o fornecedor atende sua cidade ou região.

    Também é importante entender como as condições de fornecimento funcionam para aquela localidade.

    Essas informações devem ser alinhadas diretamente com o comercial antes de considerar uma nova fonte de abastecimento.

    Compare fornecedores com dados

    A memória pode ser útil, mas não substitui um histórico.

    Uma planilha ou sistema simples pode registrar as principais informações de cada compra.

    Um histórico pode acompanhar:

    • data da compra;
    • fornecedor;
    • tipo da mercadoria;
    • peso recebido;
    • preço por quilo;
    • custo total;
    • rendimento observado;
    • perdas identificadas;
    • resultado comercial;
    • observações sobre o lote.

    Com o passar do tempo, o empresário deixa de comparar fornecedores apenas pela tabela de preços e passa a utilizar o histórico da própria empresa.

    Ter fornecedor fixo não impede novas comparações

    Uma empresa pode possuir uma relação comercial consolidada com determinado fornecedor e ainda assim conhecer outras opções disponíveis no mercado.

    Conhecer alternativas ajuda o comprador a entender melhor preços, condições e possibilidades de abastecimento.

    Uma nova conversa comercial não precisa significar uma troca imediata de fornecedor.

    Conhecer uma nova opção de fornecimento é diferente de decidir imediatamente por uma mudança.

    Perguntas úteis antes de fechar uma compra

    Antes de decidir, procure responder:

    • qual é o custo de entrada?
    • como essa mercadoria costuma render?
    • qual é o aproveitamento comercial?
    • o fornecedor atende minha região?
    • como funciona o atendimento comercial?
    • como os lotes anteriores se comportaram?
    • qual foi o resultado final das compras anteriores?

    Construa uma relação comercial baseada em resultado

    O fornecedor faz parte de uma cadeia que termina no cliente do seu estabelecimento.

    Por isso, uma boa decisão de compra combina negociação comercial com acompanhamento de resultado.

    Preço continua sendo importante. A diferença é que ele passa a ser analisado junto com rendimento, aproveitamento, regularidade e histórico.

    CONHEÇA UMA NOVA OPÇÃO

    Seu estabelecimento compra carne bovina no osso?

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  • Markup x margem: entenda a diferença antes de formar seus preços

    Rua Major Eustáquio, 76, Sala 601 — Centro — Uberaba/MG (34) 99298-6595 • contato@ateqi.com.br
    RENTABILIDADE

    Markup x margem: entenda a diferença antes de formar seus preços

    Aplicar um percentual sobre o custo não significa que o produto terá esse mesmo percentual de margem. Entender essa diferença evita erros na análise dos preços.

    Rentabilidade Precificação Gestão

    Markup e margem são conceitos relacionados, mas não são a mesma coisa. Confundir os dois pode levar o empresário a acreditar que está trabalhando com uma rentabilidade percentual diferente daquela que realmente possui.

    Por que existe tanta confusão?

    Porque tanto o markup quanto a margem relacionam custo e preço de venda.

    A diferença está principalmente na base utilizada para calcular o percentual.

    No markup simples, o acréscimo é observado em relação ao custo.

    Na margem, o resultado é observado em relação ao preço de venda.

    Markup olha o acréscimo sobre o custo. Margem olha quanto a diferença entre venda e custo representa dentro da própria venda.

    Vamos usar um exemplo

    Imagine um produto que custe R$ 100 e seja vendido por R$ 150.

    Custo R$ 100
    Preço de venda R$ 150
    Diferença R$ 50

    O produto recebeu um acréscimo de R$ 50 sobre um custo de R$ 100.

    Portanto, o acréscimo sobre o custo foi de 50%.

    Acréscimo sobre o custo R$ 50 ÷ R$ 100 × 100 = 50%

    Mas a margem não é 50%

    Para calcular a margem, a base muda.

    Agora precisamos comparar os R$ 50 de diferença com os R$ 150 de venda.

    Margem R$ 50 ÷ R$ 150 × 100 = 33,3%
    SOBRE O CUSTO

    Acréscimo / markup simples

    50%

    A referência utilizada para o percentual é o custo de R$ 100.

    SOBRE A VENDA

    Margem

    33,3%

    A referência utilizada para o percentual é o preço de venda de R$ 150.

    Por que isso importa no açougue?

    Porque é comum formar preços aplicando um percentual sobre o custo e depois interpretar esse mesmo percentual como margem.

    Por exemplo, alguém pode dizer:

    “Coloquei 40% em cima do custo, então estou trabalhando com margem de 40%.”

    Essa conclusão não está correta.

    Veja o que acontece com 40% sobre o custo

    Produto com custo de R$ 100

    Aplicando 40% sobre o custo:

    Preço de venda R$ 100 × 1,40 = R$ 140

    A diferença entre custo e venda é R$ 40.

    Agora calculamos a margem:

    Margem real sobre a venda R$ 40 ÷ R$ 140 × 100 = 28,57%

    Portanto, adicionar 40% sobre o custo resultou, nesse exemplo, em uma margem de aproximadamente 28,57%.

    E se eu quiser uma margem de 40%?

    Nesse caso, não basta adicionar 40% ao custo.

    Se o custo for R$ 100 e o objetivo for obter uma margem bruta de 40% sobre o preço de venda, podemos utilizar:

    Preço para uma margem desejada Preço = Custo ÷ (1 − Margem desejada)

    Para um custo de R$ 100 e margem desejada de 40%:

    Exemplo R$ 100 ÷ (1 − 0,40) = R$ 166,67

    Vendendo aproximadamente por R$ 166,67, a diferença entre custo e venda seria de R$ 66,67.

    Esses R$ 66,67 representam aproximadamente 40% do preço final.

    Margem bruta ainda não é lucro líquido

    Mesmo depois de calcular corretamente a margem, existe outro cuidado importante.

    A diferença entre preço de venda e custo da mercadoria ainda precisa contribuir para pagar as demais despesas da empresa.

    Entre elas podem estar:

    • salários e encargos;
    • aluguel;
    • energia;
    • impostos;
    • taxas de cartão;
    • perdas;
    • embalagens;
    • manutenção;
    • outras despesas operacionais.
    Ter margem bruta não significa que todo esse valor se transforma em lucro líquido.

    Um único percentual para todos os produtos pode ser um problema

    Dentro de um açougue, diferentes produtos podem possuir características muito diferentes.

    Alguns têm alto giro. Outros permanecem mais tempo no estoque. Alguns possuem maior risco de perda. Outros podem ser usados para atrair clientes ou complementar o mix.

    Por isso, utilizar exatamente o mesmo percentual para todos os itens sem analisar o comportamento de cada grupo pode gerar distorções.

    O mix também influencia o resultado

    Imagine dois produtos.

    O primeiro possui margem percentual elevada, mas vende pouco. O segundo possui margem menor, porém possui grande volume de vendas.

    Qual deles é mais importante para o negócio?

    A resposta depende de quanto cada um efetivamente contribui em reais para o resultado e de outros fatores como giro, estoque, perdas e capital empregado.

    É por isso que a gestão não deve observar apenas um percentual isolado.

    Antes de alterar preços, conheça seus números

    Uma boa análise de precificação pode combinar informações como:

    • custo de compra;
    • preço de venda;
    • margem percentual;
    • margem em reais;
    • volume vendido;
    • giro;
    • perdas;
    • rendimento;
    • despesas variáveis relacionadas à venda.

    Dessa forma, o preço deixa de ser apenas “custo mais um percentual” e passa a fazer parte de uma análise mais completa do negócio.

    ATEQI • CARNE BOVINA

    Seu estabelecimento trabalha com carne bovina?

    A Ateqi atua inicialmente com fornecimento de carne bovina no osso para estabelecimentos comerciais em regiões atendidas de Minas Gerais e São Paulo.

    Converse com nosso comercial para conhecer nossa operação e consultar atendimento para sua região.

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  • CMV no açougue: o que é e como calcular

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    GESTÃO

    CMV no açougue: o que é e como calcular

    Entender o Custo da Mercadoria Vendida ajuda o empresário a enxergar quanto das vendas está sendo consumido pelo custo dos produtos comercializados.

    Gestão CMV Rentabilidade

    O açougue pode vender muito e ainda assim enfrentar dificuldades de rentabilidade. Para entender melhor o resultado da operação, um dos indicadores que merece acompanhamento é o CMV — Custo da Mercadoria Vendida.

    O que significa CMV?

    CMV significa Custo da Mercadoria Vendida.

    Em termos simples, ele representa o custo das mercadorias que efetivamente foram vendidas durante determinado período.

    Isso é diferente de simplesmente olhar quanto a empresa pagou aos fornecedores naquele mês.

    Parte das compras pode continuar no estoque e mercadorias compradas anteriormente podem ser vendidas no período atual.

    Compra de mercadoria e custo da mercadoria vendida não são necessariamente a mesma coisa.

    Como calcular o CMV?

    Uma fórmula clássica para apurar o CMV utilizando os estoques é:

    Fórmula CMV = Estoque Inicial + Compras − Estoque Final

    A lógica é simples: você começa com aquilo que já possuía, soma o que comprou durante o período e desconta aquilo que permaneceu no estoque ao final.

    Exemplo prático

    Imagine que um açougue comece o mês com R$ 20.000 em mercadorias no estoque.

    Durante o mês, compre mais R$ 50.000 e termine o período com R$ 15.000 em estoque.

    Apuração do período

    Estoque inicial R$ 20.000
    Compras R$ 50.000
    Estoque final R$ 15.000
    Cálculo R$ 20.000 + R$ 50.000 − R$ 15.000 = R$ 55.000

    Nesse exemplo, o CMV do período seria de R$ 55.000.

    E o que esse número diz sozinho?

    Pouco.

    Para transformar o CMV em informação de gestão, é importante relacioná-lo principalmente com o faturamento do mesmo período.

    Imagine que o açougue do exemplo tenha vendido R$ 80.000.

    CMV sobre as vendas R$ 55.000 ÷ R$ 80.000 × 100 = 68,75%

    Isso significa que, nesse exemplo, o custo das mercadorias vendidas correspondeu a 68,75% das vendas.

    A diferença antes das demais despesas seria de R$ 25.000, equivalente a uma margem bruta de 31,25%.

    CMV não é o custo total da empresa

    Outro cuidado importante é não confundir CMV com todas as despesas necessárias para manter o açougue funcionando.

    O negócio ainda pode ter despesas como:

    • salários e encargos;
    • energia;
    • aluguel;
    • contabilidade;
    • impostos;
    • taxas financeiras;
    • manutenção;
    • água;
    • internet;
    • outras despesas operacionais.

    Portanto, ter uma margem bruta positiva não significa automaticamente que a empresa terminou o período com lucro.

    Por que acompanhar o CMV?

    Quando acompanhado ao longo do tempo, o CMV pode ajudar a identificar mudanças importantes na operação.

    Custo de compra

    Alterações nos preços pagos aos fornecedores podem pressionar o indicador.

    Preço de venda

    Preços inadequados podem reduzir a margem mesmo com bom volume de vendas.

    Perdas

    Mercadorias perdidas ou mal aproveitadas afetam o resultado econômico.

    Rendimento

    Na carne no osso, o aproveitamento obtido após o processamento merece atenção.

    Descontos

    Promoções e reduções de preço alteram a relação entre custo e receita.

    Mix de vendas

    Mudanças nos produtos mais vendidos também podem alterar a margem geral.

    Se o CMV subir, investigue a causa

    O aumento do CMV em relação ao faturamento não deve ser tratado apenas como um número ruim. Ele deve funcionar como um sinal para investigação.

    Algumas perguntas úteis são:

    • o custo de compra aumentou?
    • os preços de venda acompanharam esse aumento?
    • houve mais perdas?
    • o rendimento da mercadoria mudou?
    • houve aumento de descontos?
    • o mix de vendas mudou?
    • o estoque está corretamente apurado?

    Estoque errado gera CMV errado

    Como o estoque inicial e o estoque final participam diretamente da fórmula, erros na contagem ou na valorização do estoque podem distorcer o CMV.

    Por isso, a qualidade do indicador depende também da qualidade das informações utilizadas para calculá-lo.

    Não basta ter uma fórmula correta. Os números usados na fórmula também precisam representar a realidade.

    CMV por grupo pode revelar mais que o CMV geral

    Dependendo do sistema de gestão utilizado pelo estabelecimento, pode ser interessante analisar os resultados por grupos de produtos.

    Por exemplo, bovinos, suínos, aves, embutidos e outros grupos podem possuir comportamentos diferentes de custo, giro e margem.

    Quando tudo é observado apenas no total, um grupo com desempenho ruim pode ficar escondido pelo resultado positivo de outro.

    O objetivo é tomar decisões

    O CMV não deve existir apenas em um relatório contábil ou dentro do sistema.

    Ele deve ajudar o empresário a fazer perguntas melhores sobre compras, preços, estoque, rendimento e mix.

    Acompanhado junto com margem, faturamento, giro e despesas, ele se torna uma ferramenta importante para compreender a saúde da operação.

    ATEQI • FORNECIMENTO COMERCIAL

    A compra é uma das peças que formam o resultado.

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  • Carne no osso: como avaliar rendimento e aproveitamento

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    CARNE BOVINA

    Carne no osso: como avaliar rendimento e aproveitamento

    Na compra de carne bovina no osso, olhar somente para o preço por quilo pode esconder uma parte importante do resultado: quanto a mercadoria realmente entrega depois do processamento.

    Carne bovina Compras Rentabilidade

    Para um açougue ou supermercado, comprar bem não significa necessariamente encontrar o menor preço por quilo. Quando a compra envolve carne no osso, rendimento, aproveitamento e resultado da desossa também precisam entrar na conta.

    Preço por quilo é só o começo da análise

    Imagine dois lotes de carne bovina no osso oferecidos por fornecedores diferentes.

    Se um deles possui preço de compra menor, é natural imaginar que seja automaticamente a melhor opção. Mas essa conclusão pode ser precipitada.

    Depois do recebimento, a mercadoria passa pelo processamento e gera diferentes produtos e aproveitamentos. É nessa etapa que parte importante do resultado da compra aparece.

    O preço de entrada importa. O que a mercadoria consegue gerar depois da entrada também importa.

    O que significa rendimento?

    Em uma análise operacional simples, rendimento é a relação entre o peso recebido e aquilo que o estabelecimento consegue obter e aproveitar comercialmente depois do processamento.

    Por isso, para avaliar uma compra, o empresário precisa conhecer primeiro o ponto de partida.

    • Qual foi o peso recebido?
    • Quanto foi pago pela mercadoria?
    • Quais produtos foram obtidos?
    • Quanto pesou cada grupo de saída?
    • Quanto foi efetivamente aproveitado?

    Registre o peso de entrada

    A análise começa no recebimento.

    Registre o peso real da mercadoria e o custo total daquela compra. Sem essa informação, fica difícil comparar o resultado obtido posteriormente.

    Exemplo de registro inicial

    Peso recebido 300 kg
    Preço por kg R$ 24,00
    Custo da compra R$ 7.200

    Esses números são apenas um exemplo didático. A partir deles, o estabelecimento teria uma base para comparar o que foi obtido depois do processamento.

    Depois, registre as saídas da desossa

    O próximo passo é entender o que aqueles quilos comprados produziram.

    O ideal é pesar e registrar os diferentes aproveitamentos de acordo com a forma como o próprio estabelecimento organiza sua operação.

    Isso permite sair da percepção de que determinado lote “pareceu bom” ou “pareceu ruim” e começar a criar dados objetivos para comparação.

    Aproveitamento não é apenas carne de maior valor

    Uma análise incompleta pode considerar somente os produtos de maior preço de venda.

    Mas o resultado da compra depende do conjunto de saídas comercializáveis e do destino dado aos diferentes componentes gerados no processamento.

    Portanto, é importante que o estabelecimento registre de forma consistente o destino e o valor comercial dos diferentes aproveitamentos.

    Para comparar fornecedores ou lotes, use sempre o mesmo método de pesagem e classificação. Caso contrário, a comparação pode ficar distorcida.

    Compare lotes, não apenas compras isoladas

    Um único lote pode não ser suficiente para formar uma conclusão sobre o desempenho de um fornecedor.

    Conforme o estabelecimento registra sucessivas compras, começa a construir um histórico.

    Esse histórico permite comparar:

    Preço de compra

    Quanto foi pago por quilo em cada operação.

    Peso recebido

    Quantidade efetivamente recebida e processada.

    Rendimento

    Relação entre entrada e aproveitamentos obtidos.

    Valor gerado

    Potencial comercial dos produtos resultantes.

    Perdas

    O que não conseguiu ser aproveitado comercialmente.

    Resultado

    O que a compra representou para o negócio como um todo.

    O fornecedor mais barato pode não ser o mais rentável

    Suponha que um fornecedor apresente um preço por quilo ligeiramente menor, mas que os lotes adquiridos gerem menor aproveitamento comercial.

    Dependendo da diferença de rendimento, a economia feita na compra pode desaparecer durante o processamento.

    O inverso também pode acontecer: uma mercadoria com preço de entrada um pouco maior pode produzir um resultado comercial melhor.

    É justamente por isso que preço e rendimento devem ser analisados em conjunto.

    Transforme a desossa em informação de gestão

    A desossa não precisa ser vista somente como uma etapa operacional do açougue.

    Ela também pode produzir informações importantes para decisões de compra.

    Uma rotina simples pode funcionar assim:

    1. registre o fornecedor e a data da compra;
    2. registre o peso recebido;
    3. registre o custo da mercadoria;
    4. processe normalmente;
    5. pese os principais grupos de aproveitamento;
    6. registre eventuais perdas;
    7. calcule os percentuais obtidos;
    8. compare com os lotes anteriores.

    Não olhe o rendimento isoladamente

    Assim como o preço não deve ser analisado sozinho, o rendimento também não conta toda a história.

    O empresário precisa relacionar o rendimento com o valor comercial dos produtos gerados.

    Um lote pode apresentar bom aproveitamento em peso, mas gerar uma composição comercial diferente de outro lote.

    Por isso, o objetivo final é compreender o resultado econômico da compra, e não apenas produzir um percentual.

    A pergunta mais útil não é apenas “quanto paguei por kg?”, mas “qual resultado essa compra conseguiu gerar para o meu estabelecimento?”.

    Crie seu próprio histórico de rendimento

    Cada estabelecimento possui sua realidade, padrão de corte, equipe, mix de produtos, preços e perfil de clientes.

    Por isso, os melhores parâmetros de comparação tendem a surgir do histórico da própria operação.

    Ao acompanhar os lotes ao longo do tempo, o empresário consegue identificar padrões e tomar decisões de compra com mais informação.

    ATEQI • CARNE BOVINA NO OSSO

    Seu estabelecimento trabalha com carne bovina no osso?

    A Ateqi atua no fornecimento de carne bovina no osso para açougues, mercados, supermercados e outros estabelecimentos comerciais.

    Temos gado próprio, confinamento próprio e atendimento em regiões de Minas Gerais e São Paulo.

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  • Como calcular a margem da carne bovina no açougue

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    GESTÃO DE AÇOUGUES

    Como calcular a margem da carne bovina no açougue

    Entender quanto sobra da venda depois do custo da mercadoria é um passo importante para avaliar a rentabilidade dos produtos do seu açougue.

    Gestão Rentabilidade Conteúdo Ateqi

    Faturar mais não significa necessariamente ganhar mais. Um açougue pode aumentar as vendas e, ainda assim, ter dificuldade para transformar esse crescimento em resultado. Por isso, acompanhar a margem é fundamental.

    O que é margem bruta?

    De forma simplificada, a margem bruta mostra quanto da receita de venda permanece depois de descontado o custo da mercadoria considerada naquela venda.

    Ela pode ser analisada tanto em reais quanto em percentual. As duas informações são importantes.

    Fórmula simplificada Margem bruta (%) = (Venda − Custo) ÷ Venda × 100

    Um exemplo simples

    Imagine que determinado conjunto de produtos tenha custado R$ 600 ao estabelecimento e, depois das vendas, tenha gerado R$ 1.000 de faturamento.

    Exemplo

    Custo R$ 600
    Venda R$ 1.000
    Margem bruta 40%

    A diferença entre venda e custo é de R$ 400. Esses R$ 400 representam 40% dos R$ 1.000 vendidos.

    Margem não é a mesma coisa que lucro final

    Esse é um ponto importante.

    No exemplo anterior, os R$ 400 não significam que o proprietário ganhou R$ 400 líquidos.

    A empresa ainda possui outras despesas que precisam ser consideradas para chegar ao resultado final.

    Dependendo da estrutura do negócio, podem existir custos e despesas como:

    • salários e encargos;
    • aluguel;
    • energia elétrica;
    • impostos;
    • taxas de cartões;
    • perdas;
    • embalagens e insumos;
    • manutenção;
    • logística;
    • outras despesas operacionais.
    Margem bruta é um indicador importante, mas não deve ser confundida com o lucro líquido da empresa.

    Margem e markup também não são a mesma coisa

    Outra confusão comum acontece entre margem e markup.

    Imagine um produto que custa R$ 100 e é vendido por R$ 150.

    Houve um acréscimo de R$ 50 sobre um custo de R$ 100. Isso representa 50% sobre o custo.

    Porém, quando comparamos os mesmos R$ 50 com o preço final de R$ 150, a margem é de aproximadamente 33,3%.

    Portanto, dizer que o produto recebeu 50% sobre o custo não significa que ele possui margem de 50%.

    Não analise apenas a porcentagem

    A porcentagem de margem é útil, mas a gestão do açougue também precisa observar quanto cada produto gera em reais.

    Um item pode ter margem percentual elevada e vender pouco. Outro pode apresentar percentual menor, mas possuir grande giro e gerar uma contribuição relevante para o resultado.

    Por isso, uma análise mais completa pode considerar:

    • margem percentual;
    • margem em reais;
    • volume vendido;
    • velocidade de giro;
    • perdas;
    • rendimento;
    • capital necessário para manter o estoque.

    A compra influencia diretamente a margem

    O preço de compra possui impacto direto na margem, mas não é a única variável importante.

    Especialmente quando o estabelecimento trabalha com carne bovina no osso, é necessário observar também o rendimento e o aproveitamento obtido a partir da mercadoria.

    Dois lotes comprados pelo mesmo preço por quilo podem apresentar resultados diferentes depois da desossa e da comercialização.

    Crie histórico

    Quanto mais informações o empresário registra, melhores tendem a ser suas comparações.

    Uma rotina simples pode começar acompanhando:

    • quanto comprou;
    • quanto pagou;
    • quanto vendeu;
    • qual foi o CMV;
    • quanto gerou de margem bruta;
    • qual foi o percentual de margem;
    • como foi o rendimento da mercadoria;
    • quais produtos tiveram maior participação no resultado.

    O objetivo não é apenas produzir mais números. É utilizar esses números para comprar, precificar e administrar melhor.

    FORNECIMENTO COMERCIAL

    Seu estabelecimento compra carne bovina no osso?

    A Ateqi atua inicialmente com fornecimento de carne bovina no osso para clientes comerciais em regiões atendidas de Minas Gerais e São Paulo.

    Temos gado próprio, confinamento próprio e uma operação voltada ao abastecimento profissional.

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